domingo, 28 de novembro de 2010

Ele.

Faz hoje um ano e quatro meses que a minha vida mudou significamente. Ele entrou na minha vida, ele conseguiu muda-la, ele conseguiu com que me sentisse umas das raparigas mais feliz do mundo. Simplesmente com pequenas, mas grandes palavras, e demonstrações de carinho, afecto e de grande sentimento, que por mim dizia ir aumentando com o passar do tempo.
Fui das suas melhores amigas, fui das mais importantes para ele e até mesmo a melhor coisa em tempos. Era das coisas que me deixava com um sorriso na cara, saber que alguém me valorizava da melhor maneira, que dava a maior importância de todas a qualquer assunto que me deixasse mal e que fazia de tudo para me ver a sorrir.
Eu vivia praticamente em função dele, eu precisava dele para sempre, tendo em conta que tudo é para sempre até acabar, ele fazia-me sentir unicamente especial.
Ele dizia coisas nunca antes ouvidas, ele fazia-me sentir coisas nunca antes sentidas, ele fez-me descobrir uma parte de mim, que nunca pensei ser descoberta.
Ele era aquele que me fazia sonhar, estivesse eu a dormir ou não. Ele partilhava segredos comigo. Ele sonhava momentos comigo. Ele pedia-me que nunca o deixasse. Elogiava-me com adjectivos originais e talvez inexistentes. Ele foi a minha vida, ele tornou-se no meu mundo, ele conseguiu que eu vivesse à base dele.
O tempo passou, ele conheceu novas pessoas, eu conheci novas pessoas, nós afastamo-nos. Ele dizia ter saudades minhas sendo o meu sentimento recíproco. Ele foi-se ausentando da minha vida e eu ia precisando cada vez mais dele. Ele tornou-se o mundo de alguém senão o meu, ele apaixonou-se por uma alguém que ele em tempos dizia, ser apenas uma paixão passada.
Houve talvez uma espécie de pausa, na nossa amizade ao qual eu nunca lhe meteria um rótula por não ter uma descrição possível. Foi tempo de crescer, divertir, conviver com outras pessoas e habituar-me a ausência dele. Foi dos piores momentos que passei, mas ultrapassei e ele acabou por voltar. Não da mesma maneira, não com as mesmas palavras, não com a mesma atitude, mas com mais maturidade. Expressamos o pior sentimento de todos: a saudade, de ambas as partes. Consideramos ter sido ridícula aquele tipo de afastamento e promessas não faltaram de que não ia voltar a acontecer, mas tal como tudo o que nos acompanha no dia-a-dia faz parte da nossa vida, as mudanças não iriam ser excepção, estas acompanham-nos diariamente, não estando sempre a fazer modificações, mas marcando a sua presença. Nada entre mim e ele foi igual, nada voltou ao que era. Passou a ser apenas, uma amizade igual a qualquer outra, com alturas melhores, outras piores, mas sempre marcada pelo passado, ao qual eu chamaria perfeito.


1.4, l. [ the past’s chasing me . ]

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